O bebé como pessoa
O bebé necessita ser considerado como uma pessoa que sente, deseja, goza, sofre, e quer comunicar-se e adaptar-se à realidade. Assim como o adulto, mas com as suas particularidades. De modo que como qualquer pessoa o bebé também é capaz de entender. Se a mamã ou o papá estão convencidos de que o bebé entende, não o tratarão como um objecto.
Pelo contrário: embora ainda não fale, observam-no tentando descobrir o que quer dizer-lhes, falam-lhe e exprimem com carícias e gestos os seus sentimentos, explicam-lhe sucessos e mudanças, e despedem-se ao ausentarem-se dizendo que também a eles lhes custa a separação, e quando irão regressar, e que se preocuparam em deixá-lo num ambiente conhecido e em boas mãos.
Desde o princípio
Desde o princípio, o bebé aprenderá atitudes, sentimentos, maneiras de ser e de enfrentar a realidade, confiança e receios, transmitidos pelos seus pais, inclusivamente para além da sua conveniência e vontade. Porque não nos dedicarmos então a analisar quais são os estímulos que recebe durante algumas horas ou durante um dia?
Porque não seleccionar aqueles que consideramos os melhores para tentar oferecer-lhos, tendo em atenção que o futuro das pessoas depende da qualidade e quantidade de amor recebido nos primeiros anos de vida muito mais que nos posteriores? Além disso, a qualidade dos estímulos recebidos desde o início da vida pode fazer retroceder, total ou parcialmente, alguns deficits de maturação que o bebé pudesse ter ao nascer.
Da estimulação à aprendizagem
A estimulação não tem segredos nem é uma tarefa complicada. Assim como uma criança feliz é filho de pais felizes, para quem a criança é algo desejado e prazenteiro, as crianças estimuladas e curiosas são filhos de pais interessados também em saber, em fazer, em criar... E isto não implica necessariamente títulos ou carreiras.
Para estimular o bebé é preciso desejar comunicar realmente com ele e aproveitar todas as situações para demonstrar-lho, criando novas e variadas experiências que lhe permitam descobrir o seu corpo e o mundo com alegria. Para conseguir essas aprendizagens, a criança deverá concretizar ela própria repetidos exercícios.
Mas quanto mais numerosos e diversos sejam os estímulos que se lhe proporcionem, maior será a sua capacidade de aprender no futuro e de adaptar-se às novidades. A convicção de que cada criança é diferente, e de que estas diferenças incluem interesses e habilidades, permitirá descobrir e respeitar os seus interesses, aceitar que aprenderá mais depressa umas coisas do que outras, e ajudará a compreender que é mau compará-las. Seguidamente, sugerimos algumas actividades de estimulação específicas, que poderão realizar os pais, como também de forma progressiva outras pessoas que acompanham o bebé.
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