Avaliação dos bebés

DESCOBRINDO O MUNDO
(DOS 5 AOS 8 MESES)


Durante estes meses, ocorrem enormes mudanças no bebé. Os pais deixam de poder estar tão sossegados, pois ele começa a ter muita mobilidade.
A consequência mais importante desta mobilidade do bebé, é que o seu mundo se torna muito maior, oferecendo-lhe mil possibilidades de exploração.
No início desta fase, provavelmente, já conseguiu voltar-se e arrastar o corpito pelo berço. Quando por fim se senta, começa a ver as coisas de outro ponto de vista e quando começa a gatinhar, por volta dos 7 meses aprende o significado de alguns conceitos espaciais como, por exemplo, em cima, em baixo, dentro, etc.
O bebé descobre o mundo através do próprio corpo por isso se diz que tem uma inteligência puramente prática. Cria os seus conhecimentos através da própria experiência, pelo que se torna evidente que, quanto mais experiências tiver mais conhecimentos novos poderá adquirir.
Por essa mesma razão, quando o bebé começa a gatinhar, deve-se permitir que explore o ambiente em liberdade, para isso e para que seja um lugar seguro para ele, há que preparar previamente a casa
Não só se move cada vez mais e com maior velocidade, mas também aprende a utilizar as mãos mais habilmente para tocar, sacudir, bater, arremessar, etc.
Dentro de pouco tempo, será capaz de pegar em dois objectos ao mesmo tempo, uma coisa que parece ser simples mas que, para ele, representa toda uma aventura.
O mais importante êxito desta fase é a adaptação de esquemas conhecidos e praticados, como sejam os movimentos das mãos, a situações novas.
Agora é capaz de dirigir o corpo com eficácia. A sua atenção concentra-se no mundo que o rodeia e não tanto em si mesmo. Irá descobrindo a maior parte das coisas como que por acaso, mas repeti-las-á intencionalmente.
Nesta fase, segundo Piaget, faz o primeiro esforço rudimentar de classificação baseado na actividade sensoriomotora (objectos para chupar, objectos para agitar, objectos para arremessar). Piaget refere também a consciência das relações (mais rijo, mais lento, mais forte, etc.). São conceitos cognitivos que a criança vai adquirindo e que têm bastante importância para o desenvolvimento da sua inteligência. Nesta fase, faz as primeiras conexões, embora ainda muito débeis, entre causas e efeitos. O bebé ainda não tem consciência da causa e efeito, mas sabe que, de alguma forma, os seus actos produzem resultados e agradam.
Interessa-lhe tudo o que rodeia, todos os objectos que se encontram perto, mas o que está fora do campo visual, não existe para ele. Nesta fase, os pais deixam a criança com outras pessoas, não devem preocupar-se com as saudades que terá deles, pois senão estiverem à vista, a criança não pode recordá-los. Ainda não consciencializou a permanência dos objectos e das pessoas no mundo.
Pouco a pouco, depois de muitas experiências com objectos que rebolam, caem, mexem-se e reaparecem mais tarde, o bebé irá adquirindo a noção de permanência do objecto. Evidentemente, quanto mais liberdade tiver para explorar e manipular diferentes objectos, mais depressa assimilará essa noção, o que é considerado o maior progresso intelectual do período sensoriomotor.
Durante esta fase, as crianças não só aprendem acerca dos objectos, mas também acerca dos sons. É neste período que balbuciam e vocalizam mais expressivamente, passando o dia a repetir sílabas como «mamã», «papá» e «té-té» e muitas começam a responder inclusivamente ao próprio nome.
É também nesta altura que se pode fazer com que eles o famoso jogo de esconder uma coisa para a fazer reaparecer logo a seguir. Se for o rosto do pai ou da mãe que desaparece, o bebé fica encantado, pois fica a saber que, embora desapareçam ás vezes, voltam sempre para junto dele. Este jogo tão simples reforça a confiança da criança num mundo mais seguro.
O nascimento psicológico da criança, segundo a psicóloga Mahler, acontece quando o bebé começa a dar conta de que a mãe é uma pessoa independente dele; na fase anterior, quando estava a aprender os limites do seu corpo, teve os primeiros indícios, mas é agora que se dá realmente conta.
Tendo interiorizado isto, começa a investigar o corpo da mãe, examinando-lhe o rosto, puxa-lhe o cabelo, as orelhas, sente-se feliz ao seu colo e, provavelmente, deixa de responder a qualquer um que lhe sorria ou lhe pegue ao colo, pois preferirá sempre estar envolto no abraço de quem lhe deu a vida. Nesses momentos, os pais devem ensinar aos amigos e familiares a maneira de se aproximarem do pequenino. O melhor, quando alguém entrar em casa, é ignorar o bebé nos primeiros minutos e ficar a conversar com os pais até a criança se sentir relaxada e desejar estabelecer contacto com essa pessoa.
Este aspecto do desenvolvimento emocional começa a revelar-se entre os 6 e os 8 meses e costuma desaparecer por volta do primeiro ano.
No entanto, reaparece sempre em situações de tensão. É um factor a ter em conta se o bebé ficar entregue a outra pessoa ou se for de visita a uma casa desconhecida. Tudo isto faz parte do crescimento normal de uma criança e manifesta que o pequenino é capaz de distinguir entre o conhecido e o desconhecido, entre o familiar e o estranho.
Mas para os pais, de facto, constitui problema porque terão, muitas vezes, que deixar o bebé a chorar quando têm pressa de se ir embora. Se agirem com muita paciência, obterão certamente, no futuro, recompensa e bons frutos.
É preciso explicar-lhe sempre que se vai embora mas que voltará depressa; embora não entenda as palavras, entende certamente o tom afectuoso com que são proferidas. O mais aconselhável é que as primeiras ausências da mãe, nesta fase, não sejam demasiadamente prolongadas, para que a criança se vá habituando e, à medida que o tempo for passando, a separação seja mais fácil.


GUIA DE BRINQUEDOS PARA CRIANÇAS DOS 5 AOS 8 MESES

Brinquedos que lhe despertem a atenção auditiva;
Ginásio;
Livros simples;
Bolas de borracha.

CAPACIDADES DO BEBÉ DE 4 MESES

Capacidades Linguísticas

Emite sons articulados e também escuta com atenção os sons diferenciados.
Mostra claramente, através de expressões faciais, aquilo de que gosta ou não, o que faz que a comunicação com ele seja cada vez menos complicada e mais interessante.

Agora não só sorri, mas já é capaz de rir abertamente em situações que lhe agradam.

Capacidades Sócio-Afectivas

Gosta muito das actividades em família como, por exemplo, comer, tomar banho ou brincar com os objectos.
Tem expressões faciais cada vez mais parecidas com as dos adultos.

Capacidades Psicomotoras

É capaz de se sentar e de ficar de pé junto de um ponto de apoio.
Pode rodar sobre si mesmo e arrastar-se por todo o berço. É uma altura de grande perigo se ficar sozinho em cima da cama.
Pode voltar-se da esquerda para a direita e da direita para a esquerda sem qualquer problema e mover a cabeça em todas as direcções.



TESTE DE CONTROLO DO DESENVOLVIMENTO DO BEBÉ DE 4 MESES

1.Consegue sentar-se direito com um ponto de apoio?

Sim Não

2.Emite sons articulados para, de algum modo, chamar a atenção do adulto?

Sim Não

3.Arrasta-se por todo o berço?

Sim Não

4.Segura a cabeça sem se bambolear?

Sim Não

5.Consegue mover a cabeça em todas as direcções?

Sim Não

6.Agita os brinquedos que tem na mão?

Sim Não

7.Recorda-se de como deve brincar com determinado brinquedo?

Sim Não

8. Acalma-se quando lhe cantam cantigas?

Sim Não

9. Ri-se profunda e claramente?

Sim Não

10. Gosta que o massagem?

Sim Não

11.Consegue rodar sobre si mesmo?

Sim Não

12.Olha demoradamente para a sua imagem no espelho?

Sim Não

13.Olha para os objectos com interesse e curiosidade?

Sim Não

14. Tem expressões faciais de satisfação?

Sim Não

15. Gosta do movimento?

Sim Não

16. Agarra nos objectos por gosto e não por reflexo?

Sim Não

17. Consegue fixar objectos distantes?

Sim Não

18. Consegue ficar atento e desperto durante uma hora seguida?

Sim Não

19. Gosta do banho?

Sim Não

20. Serve-se de expressões faciais para chamar a atenção?

Sim Não

CAPACIDADES DO BEBÉ DE 5 MESES

Capacidades Linguísticas


Por esta altura, o bebé já é capaz de emitir uma série bastante vasta de sons com várias consoantes, além de ir integrando, pouco a pouco, novos fonemas.
Escuta com muita atenção as conversas dos adultos e procura imitar os sons que vai ouvindo. Encanta-o balbuciar e cada um procura procura a sua própria combinação de consoantes e vogais para as repetir constantemente, por exemplo, “tá-tá-tá” ou “dê-dê-dê”.
Interrompe as conversas dos adultos para lhes chamar a atenção com a sua série de sons.

Capacidades Sócio-Afectivas

Começa a procurar objectos de apego, por exemplo, um urso de peluche, uma chupeta ou qualquer objecto que o conforte e tranquilize nos momentos mais “duros”.
Também começa a mostrar-se mais tímido em determinados ambientes onde haja pessoas estranhas à família.
Durante breves momentos é capaz de se entreter sozinho e de investigar e explorar objectos sem necessitar da presença de um adulto.
Quando o levam a lugares novos e desconhecidos para ele, mostra muito interesse e curiosidade, parece que inspecciona tudo o que vai vendo à sua volta.
Continua a sorrir para chamar a tenção dos adultos e se lhe atiram qualquer coisa com que está a brincar, protesta energicamente.

Capacidades Psicomotoras

Pode deslocar-se sem nenhuma dificuldade virando-se e rodando sobre si mesmo; gosta muito de o fazer.
Segura perfeitamente a cabeça. Fica muito contente por isso e gosta de se atirar para trás e de apoiara a cabeça em alguma coisa.
Tem bastante mais força nos pés e continua a gostar de espernear livremente ou na água.



TESTE DE CONTROLO DO DESENVOLVIMENTO DO BEBÉ DE 5 MESES

1. Detecta com precisão a origem dos sons e volta-se para o lugar de onde provêm?

Sim Não

2. Apoia os pés com firmeza sobre qualquer superfície?

Sim Não

3. Gosta de explorar o que está à sua volta?

Sim Não

4. Imita expressões faciais?

Sim Não

5. É capaz de brincar sozinho durante algum tempo?

Sim Não

6. Larga os objectos quando vê outros de que gosta mais?

Sim Não

7. Pode deslocar-se rodando sobre si mesmo?

Sim Não

8. Começa a procurar os objectos que lhe caem das mãos?

Sim Não

9. Protesta energicamente quando lhe tiram das mãos algum objecto?

Sim Não

10. Consegue manter as pernas levantadas quando está deitado?

Sim Não

11. Mostra interesse especial pelos lugares novos onde o levam?

Sim Não

12. Mostra-se tímido diante de pessoas alheias à família?

Sim Não

13. Escuta com atenção as conversas dos adultos?

Sim Não

Vocaliza claramente quando balbucia?

Sim Não

15. Observa os adultos quando passam diante dele?

Sim Não

16. Tenta imitar os sons que ouve aos adultos?

Sim Não

17. Sorri para chamar a atenção?

Sim Não

18. Tem um vasto repertório de sons consonantes?

Sim Não

19. Interrompe as conversas dos adultos para chamar a atenção?

Sim Não

20. Agarra nos objectos com força?

Sim Não


AVALIAÇÃO

Todos os testes de controlo do desenvolvimento têm 20 itens ou perguntas.
Se obteve um total de respostas negativas entre os 0 e 5 em algum dos testes, pode ficar sossegado, pois a criança vai tendo um domínio do seu corpo e do mundo que a rodeia absolutamente adequado à sua idade.
Se obteve um total de respostas negativas entre 5 e 15, não deve ficar preocupado, mas talvez seja preciso estar atento aos seus progressos e conquistas para não suceda nenhum atraso importante.
Se obteve um total de respostas negativas superior a 15 em algum dos testes, o desenvolvimento da criança não está a processar-se num ritmo adequado, há comportamentos e sintomas que exigem que seja levada a uma consulta de pediatria.


CAPACIDADES DO BEBÉ DE 6 MESES

Capacidades Linguísticas


A partir do sexto mês, dá-se uma coisa curiosa: o bebé começa a sincronizar os seus sons com os dos adultos e muitas vezes parece que está a manter uma conversa.
Quando está contente, emite sons muito nítidos e diferenciados.
Ao ouvir música, também começa a reagir conforme o ritmo. Dá mostras de reconhecer melodias ou frases ouvidas anteriormente.
Os sons que emite são cada vez mais nítidos e diferenciados.

Capacidades Sócio-Afectivas

Agora, quando o chamam pelo seu nome, normalmente volta-se e ri-se para quem o chamou.
Quando os pais ou quem trata dele se aproximam, faz claras demonstrações de alegria, por exemplo, grita ou ri-se.
Quando tem outro brinquedo ou objecto nas mãos, agarra-o com toda a força se alguém faz menção de lho tirar.
Começa a sentir ansiedade em determinadas situações como seja a ausência das figuras de apego ou outro tipo de situações que, por qualquer razão, o incomodam.

Capacidades Psicomotoras

Durante este mês, o bebé já é capaz de se sentar sozinho sem nenhum apoio e começa a fazer as primeiras tentativas para gatinhar, embora ainda não esteja preparado para tal e seja muito provável que o não consiga.
Quando o deitam de barriga para baixo, levanta com força a cabeça, o peito e os ombros.
Pode rebolar-se, virar-se e mover-se em todas as direcções. Possui agora tanta mobilidade que até desperta a atenção dos pais e adultos.


TESTE DE CONTROLO DO DESENVOLVIMENTO DO BEBÉ DE 6 MESES

1. Reconhece a própria imagem quando se vê ao espelho?

Sim Não

2. Deixa de chorar ao ouvir uma melodia conhecida?

Sim Não

3. Estende os braços para os objectos que lhe despertam a atenção?

Sim Não

4. Gosta de deixar cair os objectos uma e outra vez?

Sim Não

5. Sincroniza os sons como se estivesse a conversar com os adultos?

Sim Não

6. Parece compreender o significado da palavra «não»?

Sim Não

7. Roda e volta-se em todas as direcções?

Sim Não

8. Faz as primeiras tentativas para gatinhar?

Sim Não

9. Tenta comer sozinho levando o biberão ou a colher à boca?

Sim Não

10. Passa os objectos de uma mão para a outra?

Sim Não

11. Sente uma certa ansiedade na presença de estranhos?

Sim Não

12. Já se senta sozinho sem ter necessidade de apoio?

Sim Não

13. Reconhece a própria imagem se a vir numa fotografia?

Sim Não

Agarra com força os brinquedos se alguém tentar tirar-lhos?

Sim Não

15. Começa a rir quando os pais, ou quem trata dele, se aproximam?

Sim Não

16. Mexe-se energicamente para tentar levantar-se do chão?

Sim Não

17. Olha para os objectos como se estivesse a compará-los?

Sim Não

18. Grita quando se aborrece por algum motivo?

Sim Não

19. Sorri ou ri-se quando está contente?

Sim Não

20. Emite gorjeios quando está contente?

Sim Não


CAPACIDADES DO BEBÉ DE 7 MESES

Capacidades Linguísticas


Este mês é importante por já se poder educar o bebé indicando-lhe o que não deve fazer com um «não» categórico que ele entenderá perfeitamente.
Também neste mês, começará a seguir o ritmo e a balbuciar a compasso da música.
Começa a entender frases como, por exemplo, «olha aqui», «dá-me isso», e a responder-lhes reagindo adequadamente.
Compreende os diversos tons de voz que os adultos empregam quando se lhe dirigem: o tom sério, o tom alegre, o tom tranquilizador, etc.

Capacidades Sócio-Afectivas

Nesta idade, o bebé talvez prefira observar crianças mais velhas do que bebés da mesma idade, embora ainda não participe nas suas brincadeiras.
Começa a aborrecer-se quando não o deixam fazer qualquer coisa que quer e sabe mostrá-lo; quando está contente por qualquer motivo, também sabe mostrá-lo.
Encantam-no as rotinas e os afazeres diários e tudo aquilo que, pela repetição, já tem controlado.
Compreende perfeitamente os elogios e provas de carinho dos adultos.

Capacidades Psicomotoras

Gosta muito de chupar os dedos dos pés e adopta posições esquisitas como se fosse contorcionista; possui ainda muita flexibilidade.
Faz tentativas para gatinhar, bastante mais coerentes do que no mês anterior e muitas vezes é capaz de se deslocar arrastando o corpo com a barriga no ar.


TESTE DE CONTROLO DO DESENVOLVIMENTO DO BEBÉ DE 7 MESES

1. Leva frequentemente os pés à boca para chupar neles?

Sim Não

2. É capaz de se arrastar pelo chão levantando a barriga?

Sim Não

3. Entendem frases curtas e simples como «queres mais»?

Sim Não

4. parece recordar-se dos rostos que viu antes?

Sim Não

5. É capaz de suportar o peso do corpo apoiando-se nos braços?

Sim Não

6. Procura objectos que não tem à vista?

Sim Não

7. Gosta de fazer barulho com determinados brinquedos da sua preferência?

Sim Não

8. Aborrece-se quando não se deixa que faça qualquer coisa que deseja?

Sim Não

9. Gosta das rotinas diárias, por exemplo, de tomar o biberão ou mudar a fralda?

Sim Não

10. Está quase a gatinhar ou, pelo menos, faz tentativas coerentes?

Sim Não

11. Gosta de ouvir música?

Sim Não

12. Compreende um «não» categórico?

Sim Não

13. Sabe como chamar a atenção dos adultos quando está aborrecido e precisa que lhe dêem atenção?

Sim Não

14. Nota-se que vai tendo cada vez maior precisão ao manipular objectos com os dedos?

Sim Não

15. Balbucia a compasso da música quando escuta uma melodia conhecida?

Sim Não

16. Entende os diversos tons de voz com que lhe falam os adultos?

Sim Não

17. Começa a utilizar os dedos indicador e polegar em forma de pinça para agarrar os objectos?

Sim Não

18. Agarra com cada vez mais força determinados brinquedos e objectos que lhe despertam a atenção?

Sim Não

19. É capaz de fazer rodar o corpo sobre si mesmo com suficiente eficácia?

Sim Não

20. Mostra interesse em explorar o seu rosto e o das outras pessoas que tratam dele?

Sim Não


CAPACIDADES DO BEBÉ DE 8 MESES

Capacidades Linguísticas

Continua a imitar sons, repetindo os mesmos uma e outra vez, gritando e chamando a atenção dos pais e de quem trata dele.

Capacidades Sócio-Afectivas

Se algum estranho tenta pegar-lhe ao colo, agarra-se com força aos pais ou às figuras de apego.
Começa a responder com gestos ou expressões faciais a perguntas simples como «queres mais».

Capacidades Psicomotoras

Por fim, o bebé é capaz de gatinhar, o que representa um importante êxito, já que lhe vai permitir explorar o seu meio ambiente mais próximo.
Tem bastante mais força nas pernas e, com muita frequência, tenta pôr-se de pé.


TESTE DE CONTROLO DO DESENVOLVIMENTO DO BEBÉ DE 8 MESES

1. É capaz de gatinhar para trás e para afrente sem cair?

Sim Não

2. Abre e fecha as mãos quando quer?

Sim Não

3. Imita os sons que ouve aos pais ou quem trate dele?

Sim Não

4. As coisas novas despertam-lhe especial atenção?

Sim Não

5. Grita para chamar a atenção das pessoas que estão à sua volta?

Sim Não

6. Gosta de deixar cair os objectos ao chão quando está sentado numa cadeira?

Sim Não

7. É capaz de brincar com dois ou mais brinquedos ao mesmo tempo?

Sim Não

8. Descobre todos os dias novas propriedades nos objectos que manipula?

Sim Não

9. Repete os mesmos sons uma e outra vez?

Sim Não

10. Esforça-se por ir buscar objectos que estão longe?

Sim Não

11. É capaz de se pôr de pé agarrando-se a alguma coisa?

Sim Não

12. Faz coisas cada vez mais atrevidas e «arriscadas»?

Sim Não

13. Fica fascinado com algumas gravuras que lhe são mostradas?

Sim Não

14. É capaz de dizer adeus com a mão?

Sim Não

15. Está praticamente todo o dia acordado e dorme toda a noite?

Sim Não

16. Reconhece objectos que não viu durante algumas semanas?

Sim Não

17. Gosta da presença de outros bebés da mesma idade?

Sim Não

18. Agarra-se com força aos pais quando está num lugar desconhecido?

Sim Não

19. Quando vê uma corda, normalmente tenta puxar por ela?

Sim Não

20. Quando se põe de pé, tenta manter o equilíbrio sem se agarrar?

Sim Não


AS PRIMEIRAS ACÇÕES INTENCIONADAS
(DOS 9 AOS 12 MESES)

No final do primeiro ano, o bebé estará completamente transformado num personagem independente e não haverá quem o detenha.
Nesta idade, gatinha por toda a casa e anda de pé encostado às cadeiras, poltronas e restantes móveis.
A combinação da locomoção com a visão faz com que o seu mundo seja tridimensional: pode contemplar as coisas e partir de diversos lugares e posições e capta muitos pormenores até então desconhecidos.
Além desta incessante actividade motriz, ocorre uma interessante e fascinante mudança no seu desenvolvimento cognitivo: começa a ter um comportamento intencional, com um fim ou meta bem determinado. Começa a ser inteligente.
Utiliza esquemas já conhecidos para alcançar novos objectivos. Agora não consegue as coisas por puro acaso, mas conscientemente.
Não é capaz de realizar acções propositadamente, as começa a abandonar os esquemas mágicos repetitivos trocando-os por um comportamento muito mais realista.
Na fase anterior, um objecto que estivesse fora do campo visual da criança, estava também ausente da sua mente. Neta fase, a criança começa a compreender que os objectos são permanentes e vemo-lo procurar objectos que não têm diante dos olhos.
Todas estas modificações na mente da criança acontecem, certamente, porque agora, com a sua nova mobilidade, compreende melhor a realidade dos objectos no espaço.
Nesta fase, encanta-o tentar subir e descer escadas por causa dos diferentes pontos d vista – de cima e de baixo – a que tem acesso. Os pais não costumam gostar com receio de alguma queda, mas devem permitir-lho, embora sob intensa vigilância, pois é um exercício de grande valor educativo.
Na realidade, a criança está agora interessada em todas as relações espaciais; está a aperfeiçoar os conceitos de «em cima», «em baixo», «dentro» e «fora». Estuda os espaços, os objectos, as formas. Apaixona-o encaixar e desencaixar objectos e encanta-o investigar as cavidades do seu corpo e do dos outros.
Outro progresso importante no desenvolvimento motor da criança é a coordenação motriz das mãos; é capaz de fazer o gesto de pinça, o que lhe permite levantar e deixar cair, com sucesso, objectos muito pequenos ou pedaços de comida.
Esta nova coordenação das mãos pode, às vezes, causar problemas aos pais, pois a criança tem capacidade para pegar em coisas pequenas que não convém ingerir, ou deseja apoderar-se da colher para comer ou do fio que a mãe tem ao pescoço, etc. Isto tem de ser aceite como fazendo parte de uma aprendizagem, permitindo-lhe que, às vezes, coma sozinho ou que apanhe migalhas de pão.
Também pelos finais do primeiro ano, a imitação começa a tornar-se mais evidente. Imita muitas acções que vê fazer aos adultos, imita movimentos como o bocejo ou o pestanejo dos olhos.
Mas o que passa a ser realmente evidente são as imitações vocais, o balbucio do bebé assume até a entoação e o ritmo dos adultos. Profere um aranzel que soa como um palavreado sem sentido, mas se for escutado muito atentamente, às vezes pode distinguir-se uma ou outra palavra correcta.
A imitação é importante porque revela o aparecimento da memória e da representação. O bebé observa uma imagem, depois recorda-a e representa-a mentalmente por meio das suas próprias acções.
A imitação é particularmente necessária para a evolução da linguagem; é por isso que se deve falar muito com as crianças, apesar de parecer que não entendem, pois de cada vez que se nomeia um objecto, elas relacionam o nome com o objecto. Desta maneira, muito antes de ser capaz de falar, o bebé mostra que entende uma grande quantidade de orações e frases curtas. Tudo isto é designado pelo nome de linguagem receptiva.
Brincando com a criança a nomear partes do corpo e objectos, ela será iniciada na linguagem através da brincadeira e do afecto. É assim que deverá processar-se toda a aprendizagem infantil.
Com todos este progressos, sobretudo aqueles ao nível da motricidade, o bebé vai-se afastando cada vez mais da mãe; por um lado, gosta desta sensação, falo sentir-se independente e autónomo, mas por outro lado, causa-lhe insegurança e temor, pelo que olhará muitas vezes para ela para verificar se continua presente.
Esta contínua procura da mãe por parte do bebé, é o que Mahler denomina “reabastecimento emocional”.
O papel da mãe nestes momentos é de grande importância; por um lado, deve proteger o filho, mas por outro, deve deixá-lo explorar e conhecer o mundo. Não deve ser superprotectora, mas também não deve ignorar a criança.
Nesta fase, o apoio emocional do pai também é fundamental; a criança está a passar por importantes mudanças psicológicas para se tornar alguém quase independente, precisando, para tal, do apoio de ambos os progenitores.
Nesta fase, quando os pais se ausentam, o bebé experimenta uma terrível sensação de abandono. Esta angústia observa-se em crianças com idades compreendidas entre os 8 meses e os 3 anos; às vezes parece desaparecer, e a partir do momento em que a criança começa a falar e a andar sozinho, geralmente não será tão acentuada.
Seja como for, os pais não devem mostrar desaprovação nem pensar que o filho está a portar-se mal por chorar quando a mãe se afasta; no fundo, o que a criança está a fazer, é a crescer e a agir normalmente de acordo com o seu desenvolvimento psicológico.
Há que saber reconhecer a angústia que o bebé experimenta e tê-la em conta ao planear as férias e os fins-de-semana.
Nesta fase, os bebés também costumam prender-se a algum objecto, a um peluche ou a um simples bocado de pano, pois causa-lhes bem-estar e segurança; os pais devem permitir-lho porque eles próprios o abandonará quando deixarem de precisar dele.


GUIA DE BRINQUEDOS PARA CRIANÇAS DOS 9 AOS 12 MESES

Brinquedos de encaixe;
Blocos de borracha;
Livros simples;
Brinquedos de abertura fácil à simples pressão de um dedo.



CAPACIDADES DO BEBÉ DE 9 MESES

Capacidades Linguísticas

Escuta atentamente o que dizem os pais e outras pessoas que tratam dele e é capaz de cumprir ordens simples.
Dirá a primeira palavra; ao princípio, talvez não seja possível entendê-la muito bem, mas depois ver-se-á que tem sentido.
Interrompe o que está a fazer quando ouve algum som especial, por exemplo, uma sirene ou um apito.
É capaz de dizer várias palavras de duas sílabas, por exemplo, mamã e papá.
Consegue imitar alguns ruídos que o adulto faz.

Capacidades Sócio-Afectivas

Se alguém se mostra aborrecido ao pé dele, parece sensibilizado e mostra-o
Se lhe acham graça por alguma coisa, repete-a constantemente e tem um repertório a que recorre sempre que pode.
Quando está a brincar, olha de vez em quando para o adulto para ver se continua onde estava.
Sente-se atraído pelas crianças da sua idade, mas sobretudo pelas mais velhas e quando as vê, tenta entrar em contacto com elas seja como for.
Quando alguém se aproxima, guarda os brinquedos ou o objecto que tem entre mãos para que não lho tirem.

Capacidades Psicomotoras

É capaz de gatinhar a uma velocidade impressionante e de dar reviravoltas de todo o género enquanto gatinha. Corre a casa toda.
Mostra muito interesse pelas escadas e por tentar equilibrar-se para dar algum passinho.



TESTE DE CONTROLO DO DESENVOLVIMENTO DO BEBÉ DE 9 MESES

1. Responde cumprimentando com a mão algum adulto que o cumprimente previamente?

Sim Não

2. Utiliza palavras de duas sílabas como «tate» ou «mamã»?

Sim Não

3. Mostra interesse por subir escadas?

Sim Não

4. Anda por toda a casa?

Sim Não

5. Interrompe o que está a fazer quando ouve um som concreto e procura localizar de onde vem?

Sim Não

6. Sente curiosidade por outros bebés da mesma idade?

Sim Não

7. Quando está a brincar, olha constantemente para os adultos como se estivesse a vigiá-lo?

Sim Não

8. Gosta de apalpar materiais distintos?

Sim Não

9. Disse a sua primeira palavra embora sem total clareza?

Sim Não

10. Compreende ordens ou frases muito simples, por exemplo, «vem cá» ou «dá-me isso»?

Sim Não

11. É capaz de fazer pinça com os dedos para agarrar objectos muito pequenos?

Sim Não

12. É capaz de gatinhar para a frente e para trás sem dificuldade?

Sim Não

13. Investiga constantemente o que está à sua volta e parece fixar-se em pormenores muito concretos?

Sim Não

14. É capaz de apontar para os objectos que deseja?

Sim Não

15. É capaz de fazer a ligação entre causa e efeito?

Sim Não

16. Quando outra criança se aproxima, guarda os seus brinquedos para que ela não lhos tire?

Sim Não

17.É capaz de imitar vozes e sons quando solicitado por um adulto?

Sim Não

18. Parece aborrecer-se quando os pais se mostram aborrecidos?

Sim Não

19. Bate com os brinquedos uns nos outros para fazer barulho e chamar a atenção?

Sim Não

20. Gosta de repetir gestos que os adultos aplaudem ou que os fazem?

Sim Não


CAPACIDADES DO BEBÉ DE 10 MESES

Capacidades Linguísticas


Responde claramente quando o chamam pelo nome, até deixa o que está a fazer nesse momento.
Junta sílabas diferentes, por exemplo, «tá-té» ou «má-tá». Diz uma ou mais palavras coerentes.
Mantém conversas e diálogos sem sentido no seu próprio idioma incompreensível e parece gostar de o fazer.
Gosta de seguir o compasso da música e mexe todo o corpo ao ritmo de qualquer melodia.

Capacidades Sócio-Afectivas

Sente ansiedade nos lugares que não conhece ou onde se lhe dirijam pessoas igualmente desconhecidas.
Encantam-no os mimos, tanto os que dá como os que recebe e sente-se muito seguro no relacionamento com os pais.
Entretém-se a brincar sozinho durante longos períodos de tempo.

Capacidade Psicomotoras

Gosta de contemplar o mundo que o rodeia a partir de todos os pontos de vista que lhe for possível.
Gatinha perfeitamente e mete-se e sobe por toda a parte. Encanta-o explorar o meio ambiente.
Já se segura de pé, mas ainda precisa de um ponto de apoio. Tem as pernas fortes e quase preparadas para começar a andar.
Trepa pelas escadas e depois deixa-se escorregar por elas abaixo.


TESTE DE CONTROLO DO DESENVOLVIMENTO DO BEBÉ DE 10 MESES

1. Gosta de dar e receber mimos dos adultos?

Sim Não

2. Gosta de contemplar o que está à sua volta desde uma posição mais elevada?

Sim Não

3. Gosta de explorar armários, portas e caixas por toda a casa?

Sim Não

4. Escuta, com muita atenção, os pais e quem trata dele quando lhe falam?

Sim Não

5. Gatinha bem e é capaz de percorrer toda a casa com facilidade?

Sim Não

6. Volta a cabeça ou olha quando alguém pronuncia o seu nome?

Sim Não

7. Diz uma ou mais palavras com sentido, embora sem muita clareza?

Sim Não

8. Gosta de manipular objectos ou brinquedos que toquem música?

Sim Não

9. Sente curiosidade por abrir as tampas das caixas e recipientes que encontra?

Sim Não

10. Utiliza o seu próprio idioma, incompreensível e sem sentido para ao adulto?

Sim Não

11. É capaz de se entreter sozinho durante longos períodos de tempo?

Sim Não

12. Fica nervoso ou triste quando vai a algum lugar desconhecido?

Sim Não

13. É capaz de apontar para um objecto se um adulto o nomeia?

Sim Não

14. Gosta de realizar acções que requeiram uma boa coordenação manual?

Sim Não

15. Gosta dos objectos interactivos ou que requeiram a sua participação?

Sim Não

16. Gosta de mover o corpo ao ritmo da música?

Sim Não

17. Combina palavras com várias sílabas, por exemplo, «tate» ou «papá»?

Sim Não

18. Gosta muito de ver e de observar todas as coisas que tem à sua volta?

Sim Não

19. Gosta de subir escadas e de as descer a escorregar?

Sim Não

20. Gosta de encaixar peças soltas?

Sim Não


CAPACIDADES DO BEBÉ DE 11 MESES

Capacidades Linguísticas


Conhece perfeitamente o nome de alguns objectos, sobretudo dos do dia-a-dia.
Gosta de experimentar sons diferentes e de manipular brinquedos musicais e sonoros.
Escuta com bastante atenção o que os pais e as pessoas que tratam dele lhe dizem e parece que entende muitas das coisas que lhe dizem.

Capacidades Sócio-Afectivas

Gosta de fazer coisas pelas quais sabe que receberá louvores dos pais e de outros adultos.
Passa muito facilmente de um estado de humor positivo e alegre para um estado negativo e triste.
Procura entrar em contacto com outras crianças, mas ainda não é capaz de brincar em conjunto com elas.
Quando procura realizar determinada acção e não consegue, facilmente se enerva.
A relação com os pais enche-o de segurança e confiança.

Capacidades Psicomotoras

É capaz de se deslocar por todo o quarto agarrando-se a todos os móveis que encontra no caminho.
Se o puserem de pé e o deixarem sem apoio, deixa-se cair no chão sentando-se cuidadosamente.
É capaz de se agachar para apanhar algum objecto que lhe caiu ou que simplesmente encontrou no chão.



TESTE DE CONTROLO DO DESENVOLVIMENTO DO BEBÉ DE 11 MESES

1. É capaz de percorrer toda a casa, embora tenha de se apoiar em alguns móveis?

Sim Não

2. Procura imitar constantemente as diversas acções que os pais realizam?

Sim Não

3. Aborrece-se quando não pode fazer o que quer?

Sim Não

4. Gosta de contemplar outras crianças que estejam a brincar à sua volta?

Sim Não

5. Gosta de fazer coisas que sabe que tem a aprovação dos pais?

Sim Não

6. Em certos movimentos, parece reflectir sobre os seus actos?

Sim Não

7. Gosta de experimentar brinquedos musicais que tem sons variados?

Sim Não

8. Muda de disposição com grande rapidez e facilidade?

Sim Não

9. Parece sentir-se muito seguro quando está junto dos pais ou de quem trata dele?

Sim Não

10. Parece sentir-se muito aflito quando está junto de desconhecidos?

Sim Não

11. É capaz de se concentrar a fazer qualquer coisa, pelo menos durante um minuto?

Sim Não


12. É capaz de passar as páginas de um livro?

Sim Não

13. Gosta de agitar objectos no ar?

Sim Não

14. Tem uma boa coordenação entre os dedos indicador e polegar?

Sim Não

15. Gosta de meter e tirar alguns objectos de uma caixa?

Sim Não

16. É capaz de empilhar objectos para, com eles, construir uma torre?

Sim Não

17. Agacha-se para agarrar algum objecto que lhe tenha caído no chão?

Sim Não

18. É capaz de manter o equilíbrio quando se põe de pé?

Sim Não

19. É capaz de receber e de entregar alguns objectos aos adultos?

Sim Não

20. Articula palavras simples?

Sim Não


CAPACIDADES DO BEBÉ DE 12 MESES

Capacidades Linguísticas


Começa a perder o interesse pelos sons muito repetitivos, embora o seu ouvido se tenha aperfeiçoado bastante.
É provável que, nesta altura, consiga dizer claramente duas ou três palavras que tenham sentido.
Conhece perfeitamente os nomes de todos os membros da família e, embora não os diga, olha para eles se outros o fazem.

Capacidades Sócio-Afectivas

A frustração que sente por não conseguir fazer o que deseja é cada vez mais acentuada.
Quando está cansado ou aborrecido, mostra que tem um carácter forte e muito génio.
Encanta-o fazer brincadeiras em conjunto com os pais. Nesta idade, mostra-se muito carinhoso para com os pais e para com os demais membros da família.
Não brinca com crianças da sua idade, mas sim com crianças mais velhas e gosta imenso de o fazer.
Quando está num grupo misto, tem sempre tendência para brincar com as do mesmo sexo.

Capacidades Psicomotoras

Dá os primeiros passos embora com um ponto de apoio; se for bastante precoce, depressa o larga para andar sozinho. Controla bastante bem o corpo.
Continua a gostar de subir escadas e fá-lo com cada vez maior segurança.


TESTE DE CONTROLO DO DESENVOLVIMENTO DO BEBÉ DE 12 MESES

1. Sabe os nomes de todos os membros da família?

Sim Não

2. Prefere brincar com crianças mais velhas?

Sim Não

3. Prefere brincar com crianças da mesma idade?

Sim Não

4. Aborrece-se e dá mostras do seu génio quando se lhe recusa algo que deseja?

Sim Não

5. Esforça-se por colocar no devido lugar as peças de um puzzle?

Sim Não

6. Parece necessitar de dormir menos horas de noite?

Sim Não

7. Sente curiosidade pelos objectos que fazem barulho quando se agitam?

Sim Não

. 8. Com o tempo, vai perdendo o interesse por sons repetitivos?

Sim Não

9. É capaz de meter peças no respectivo lugar?

Sim Não

10. É capaz de fazer rabiscos com um lápis num papel?

Sim Não

11. Gosta de se mostrar carinhoso para com os pais e outros membros da família?

Sim Não

12. Mostra alguma preferência por brincar com crianças do mesmo sexo?

Sim Não

13. Parece ter bastante confiança nas suas próprias possibilidades?

Sim Não

14. Gosta de fazer jogos que impliquem interacção social com os outros?

Sim Não

15. Prefere os brinquedos de construções a outros brinquedos?

Sim Não

16. É capaz de entregar 3 ou mais palavras sem grande dificuldade?

Sim Não

17. Manifesta frustração quando não consegue o que deseja?

Sim Não

18. É capaz de andar pela mão de um adulto?

Sim Não

19. Mostra possuir bastante controlo sobre o seu próprio corpo?

Sim Não

20. Faz tentativas para andar sozinho embora não o consiga?

Sim Não


Canções

Era uma vez um cavalo

Era uma vez um cavalo
que vivia num lindo carrossel
tinha orelhas espetadas
ao pescoço um lacinho de papel.

A correr tra-lá-lá
a saltar tra-lá-lá
cavalinho não saía do lugar.



Pintinho

Pintinho, pintinho, pintinho, piu
subiu a uma árvore e depois caiu,
a D. galinha ficou zangada
pegou no pintinho deu-lhe uma palmada.

Pintinho, pintinho, pintinho, piu
comeu a sopa toda nem sequer fugiu
a D. galinha ficou contente
pegou no pintinho e deu-lhe um presente.


Doidas galinhas

Doidas, doidas, doidas
andam as galinhas
para pôr o ovo lá no buraquinho
raspam, raspam, raspam
p'ralisar a terra
pica, picam, picam
p'ra fazer o ninho


Arrebita a crista o galo vaidoso
có-có-ró-có-có feito refilão
e todo emproado com ar majestoso
é o comandante deste batalhão.
Na quinta do Tio Manel

Na quinta do Tio Manel
i-a-i-a-ô
há patinhos a granel
i-a-i-a-ô
quá quá ali,
quá quá aqui
há quá quá aqui e ali

Na quinta do Tio Manel
i-a-i-a-ô
há vaquinhas a granel
i-a-i-a-ô

Mum, mum ali,
mum, mum aqui
há mum, mum aqui e ali
... ... ... ...
ovelhas
... ... ... ...
mé mé
... ... ... ... ...
cães
... ... ... ...
ão, ão...


O Coelhinho

De olhos vermelhos
de pêlo branquinho
dou saltos bem altos
eu sou um coelhinho

Comi uma cenoura
com casca e tudo
ela era assim tão grande
que eu fiquei um barrigudo

Dou saltos p'ra frente
dou saltos p'ra trás
eu sou um coelhinho
de que tudo sou capaz.



Os patinhos

Todos os patinhos
Sabem bem nadar (bis)
Cabeça para baixo
Rabinho para o ar

Quando estão cansados
da água vão sair (bis)
depois em grande fila
p'ro ninho querem ir

Na hora da papa
todos querem comer (bis)
atrás da mamã pata
vão todos a correr


O porquinho foi à horta


O porquinho foi à horta
e comeu uma bolota
o cão também lá quis ir
mas fecharam-lhe a casota
é bem feito porque o cão
tem a mania que é espertalhão



Vaca Leiteira


Eu tenho uma vaca leiteira
não é uma vaca qualquer
dá leitinho e manteiguinha
mas que vaca tão fofinha
dlim, dlão, dlim, dlão.
Um badalo eu lhe comprei
e, a minha vaquinha gostou
dá passeios pelo prado
mata moscas com o rabo
dlim, dlão, dlim, dlão



Os três gatinhos

Os três gatinhos
perderam os chapelinhos
puseram-se a chorar
oh mãe, mãezinha
os nossos chapelinhos
não os podemos achar

Perderam os chapelinhos?
Aí que feios gatinhos!
Então não vão brincar

Miau fru-fru (bis)

Os três gatinhos
acharam os chapelinhos
puseram-se a cantar
oh mãe, mãezinha
os nossos chapelinhos
já os conseguimos achar

Acharam os chapelinhos
ai que lindos gatinhos
então já vão brincar

Miau fru-fru (bis)

Estímulos mês a mês...

Estímulo mês a mês

De 0 a 1 mês

Fale-lhe e dê uma massagem ao bebé enquanto o limpa;
Quando o bebé estiver despido, permita-lhe mover livremente as pernas e os braços;
Coloque um dedo na mãozinha do bebé para que o aperte, e se o fizer, erga a mão para que faça força;
Segure-lhe nos braços com suavidade e movimente-lhos para cima e para baixo;
Com o bebé deitado de costas, agarre nas suas mãozinhas e puxe até sentá-lo;
Coloque o bebé de barriga para baixo, e empurre com a mão um pezinho para a frente;
Enquanto o não alimenta, coloque o mamilo ou a chupeta na boca do bebé para que aprenda a chuchar;
Aproveite o momento da alimentação para fazer-lhe carinhos: tocar-lhe nos bracinhos, nas mãozinhas e nos dedinhos um por um, cantar-lhe, repetir-lhe sons;
Deite-o em posições diferentes;
Cuide do seu sono, mas procurando que se habitue a dormir com os ruídos habituais, assim como a estar com outras pessoas;
Movimente a chupeta na sua boca para que exercite o movimento de chuchar;
Mostre-lhe um objecto de cores vivas e mova-o lentamente para que o siga com o olhar;
Coloque um mobile na alcofa ou no berço;
Embale-o suavemente e pegue-o ao colo do lado esquerdo e do direito.


1 Mês

Repita-lhe alguns sons: "aaa", "ggg", "bbb";
Segure-lhe nas mãozinhas, junte-lhas e separe-lhas;
Estique e dobre suavemente as pernas do bebé, movendo-as para cima e para baixo;
Deixe-o de barriga para baixo durante alguns breves momentos;
Permita-lhe brincar com a água durante algum tempo, agarrando-o para que se sinta seguro;
Ofereça-lhe algum objecto que ao tocá-lo emita som;
Mostre-lhe um objecto, e quando tiver fixado o olhar nele, mova-o lentamente;
Mostre-lhe dois objectos e faça-os soar de maneira alternada, esperando que fixe o olhar;
Pendure novos móbiles no berço.


2 Meses

Enquanto o bebé estiver deitado de barriga para cima, sem roupa ou com roupa leve, mova-lhe as pernas como se pedalasse, flectindo-as até ao abdómen;
Ajude-o a passar da posição de costas para a posição de barriga para baixo;
Segure num dos seus bracinhos, estique-o para cima e rode o bebé, lentamente, para o mesmo lado (segurando-lhe na cabeça se for necessário);
Passe um dedo pela barriguinha do bebé, desenhando linhas em redor do seu umbigo, e espere a sua reacção;
Ao passeá-lo, mostre-lhe objectos, fale-lhe e sorria-lhe;
Pendure num fio brinquedos ou elementos de cores e texturas diferentes;
Mova objectos e espere que os siga com a vista;
Chame-o pelo seu nome e diga também os nomes das outras pessoas;
Deixe-o escutar os ruídos que faz enquanto trabalha;
Coloque o bebé debaixo de uma árvore para que observe o movimento das folhas.


3 Meses

Ponha-lhe a chupeta na mão para que ele próprio a leve à boca;
Jogue às escondidas tapando o seu rosto ou o do bebé com a fralda, e mostre contentamento quando os destapa;
Ofereça-se para explorar algum objecto do quotidiano que lhe chame a atenção;
Permita-lhe tocar na roupa ou no biberão enquanto se alimenta, e em diferentes objectos que lhe atraíam a atenção durante o passeio (se não forem perigosos);
Repita os sons que o bebé emite, cante-lhe, e se ele cantar, imitar o seu canto;
Levante-lhe os pezinhos até que os possa ver e brincar com eles;
Coloque-o de barriga para baixo para que se exercite a levantar a cabeça e o peito.


4 Meses

Com o bebé deitado de costas, segure-lhe nas pernas para que fiquem esticadas;
Coloque a outra mão debaixo da cabeça e levante-lha para que faça força e se sente;
Enquanto estiver de costas, estimule-o para que movimente com as pernas algum objecto que provoque som;
Coloque o bebé de barriga para baixo, brinque e anime-o para que endureça o corpo, fazendo força com os seus bracinhos;
Coloque entre os brinquedos atados no fio um brinquedo que o bebé possa morder;
Não deixe o bebé permanentemente no mesmo lugar;
Sempre que seja seguro e cómodo, coloque-o em frente a um espelho, numa manta no chão, ao lado da janela, etc;
Coloque uma fralda sobre o seu rosto para que a retire;
Deixe cair um objecto em frente dos seus olhos para que veja onde caiu;
Enquanto se alimenta, sorria-lhe e fale-lhe tentando ser expressiva, cante-lhe, limpe-lhe o rosto com suavidade e expresse a sua alegria se comeu bem;
Durante o banho, permita-lhe brincar, mover-se, fazer ruído com a água, mover as perninhas e os braços.


5 Meses

Ofereça-lhe a possibilidade de descobrir novos objectos: recipientes, uma garrafa plástica bem fechada com um objecto dentro, uma colher de madeira, brinquedos com música, etc;
Repita os sons que o bebé faça;
Fale-lhe e pronuncie os nomes das pessoas e coisas: "papá", "bebé", "água", etc;
Esconda objectos da sua vista, tapando-os com algo que o bebé possa levantar. Cubra parcialmente algum objecto e mostre alegria quando o destapa;
Antes do banho e ao despi-lo, permita-lhe brincar com o seu corpo sem roupa e estimule-o para que faça exercícios;
Tente que se agarre nos seus dedos para sentar-se;
Enquanto estiver de barriga para baixo, coloque algum objecto vistoso diante dele e veja se ele levanta os bracinhos e a cabeça para agarrá-lo.


6 Meses

Ate chaves e outros objectos num fio e mova-os. Nesta altura a criança já pode seguir com o olhar os objectos que se movimentam rapidamente;
Ponha-lhe a chupeta na sua mão ao contrário, de tal maneira que tenha de dar-lhe a volta para colocá-la na boca;
Em pé e em frente de uma mesa, segure o bebé pelos braços e apoiando as suas costinhas no seu ventre. Segure-o firmemente à altura das nádegas e incline-o suavemente para a frente, até que toque na mesa com as mãos;
Repita todos os sons e gestos que o bebé faça;
Deixe-o segurar o biberão com as suas próprias mãos enquanto se alimenta;
Comece a ensiná-lo a segurar numa colher;
Deixe-o agarrar pedacinhos de comida do prato e levá-los à boca;
Durante o banho ou a muda da fralda, acaricie-o e deixe que ele a acaricie com as mãos e os pezinhos.


7 Meses

Cante-lhe, ria-lhe, faça-lhe coceguinhas, pegue-o ao colo e dance com ele;
Em frente a um espelho, olhem-se e apontem um para o outro;
Fale-lhe com expressões diferentes (alegria, pena), e a imitar gestos com o rosto e mãos;
Repita-lhe sílabas ("ma", "ta", "pa", etc.). Pronuncie as palavras "mamã", "papá". Mostre-lhe nas páginas de um livro objectos conhecidos e diga-lhe os nomes, de forma correcta e pausada;
Leve-o a passear;
À sua vista, esconda um objecto de que ele gosta perto de onde possa descobri-lo e espere a sua reacção. Se não o descobre, faça-o por ele;
Coloque-lhe um objecto em cada mão e ofereça-lhe depois um terceiro para ver como soluciona o problema;
Jogue às escondidas tapando o rosto e voltando a aparecer (também se pode fazer com objectos); Tire-lhe o objecto com que ele brinca e deixe-o cair perto para que o apanhe;
Ofereça-lhe objectos de diferentes texturas, formas e sons, para que bata com eles;
Coloque pedacinhos de miolo de pão ou bolacha sobre a mesa e incentive-o para que os agarre com as mãos;
Ajude-o a amparar-se apoiado nos móveis;
Sente-o sem apoio durante alguns minutos. Faça o mesmo com as pernas abertas e dê-lhe um objecto para que o agarre, tentando que mantenha o equilíbrio;
Coloque o bebé de barriga para baixo e mostre-lhe objectos que estejam a certa distância, incentivando-o para que os alcance, gatinhando;
Deixe-o brincar sozinho durante alguns momentos.


8 Meses

Incentive os restantes membros da família para que brinquem com o bebé, lhe cantem canções com gestos que possa imitar (agitar as mãos, aplaudir, dizer adeus), o levem a passear e lhe mostrem coisas e lugares novos;
Ensine-o a fazer carinhos com as suas mãozinhas às pessoas e aos bonecos de peluche;
Enquanto o alimenta, mostre-lhe e diga o nome dos alimentos e utensílios, sem pretender que os repita;
Premeie-o com mimos se comer bem, e tente que coma com a colher e beba de um copo;
Repita os seus balbucios: "ma-mã", "da-da", "pa-pá", e esperar a sua resposta;
Pergunte-lhe: onde está o papá? Onde está a colher? E responda-lhe: cá está!;
Dê-lhe ordens simples como: "dá-me a colher", "dá-me a bola", embora não faça o que lhe pede;
Coloque os seus brinquedos dentro de uma caixa para que possa retirá-los;
Ofereça-lhe um brinquedo que se possa encaixar dentro de outro, e uma caixa com vários orifícios para que tente introduzir neles algum objecto;
Ofereça-lhe objectos com que ele possa bater com uns nos outros, e elementos de diversos tamanhos e texturas (rolhas, esponjas, algodão, cubos, carrinhos), para que ele os manipule e comece a utilizar o polegar;
Coloque objectos fora do seu alcance para que tente agarrá-los;
Partilhe jogos, como tocar num tambor ou rolar com uma bola;
Toque num tambor, pare, e espere que através dos seus gestos o bebé lhe peça que continue (assim como quando lhe faz coceguinhas ou lhe põe música a tocar);
Ponha-o perto de um móvel para que tente pôr-se em pé sozinho;
Segure-o por debaixo dos braços e ajude-o a dar alguns passinhos;
Quando comece a gatinhar, ajude-o a coordenar o movimento dos braços e das pernas dobrando-lhe alternadamente uma e outra perna, ou simultaneamente as pernas e os braços opostos;
Sente-o sobre uma almofada e empurre-o suavemente para um lado e para outro para que tente manter o equilíbrio;
Durante o banho e a muda da fralda, deixe-o brincar; indique-lhe e dê os nomes às diferentes partes do seu corpo;
Comece a ensinar-lhe que coisas são perigosas ou causam dano, e também a cuidar e a respeitar as decorações e as plantas da casa.


9 Meses

Pegue-o ao colo, passeie-o e converse acerca das coisas que vê;
Faça diferentes expressões faciais para que tente imitá-las;
Brinque a dar beijos e carícias a pessoas e brinquedos;
Faça-o escutar diversos sons e músicas;
Durante os passeios, deixe-o tocar nas árvores, nas folhas e nas flores;
Invente juntamente com o bebé alguns jogos simples, para que ele sinta que compartilham uma actividade (brinquem no chão, na alcatifa ou na relva);
Apresente-lhe objectos que se abram de diferentes maneiras, para que ele as tente abrir;
Dê-lhe a oportunidade de discar num telefone. Esconda objectos para que os procure;
Coloque um brinquedo sobre um pano ou mantinha a uma certa distância para que o bebé tente aproximá-las puxando pelo tecido. Faça o mesmo com um objecto atado a um fio;
Dê-lhe pedaços de massa, esponjas molhadas, etc. para que os aperte;
Aproxime-lhe objectos pequenos (sempre com cuidado para que não os leve à boca) para que exercite o uso do polegar;
Ofereça-lhe um brinquedo para enfiar num cordão. Dê-lhe brinquedos no momento do banho;
Incentive o uso do copo durante as refeições, de maneira que com o tempo possa ir deixando o biberão;
Coloque o bebé em frente a um apoio para que possa agarrar-se e manter-se em pé sozinho;
Apoie-o com as suas mãos e incite-o a andar (mas cuidado, não fique muito ansiosa para que ele o consiga). Leve-o pela mão e mostre-lhe objectos no chão para que ele os apanhe;
Sente o bebé, e uma vez sentado, agarre-o pelos pés e devagar empurre-o para trás até fazê-lo cair de costas. Ele tentará permanecer sentado, e ao não consegui-lo, divertir-se-á muito. Também com o bebé sentado, proponha-lhe que imite os seus gestos (aplaudir, levantar as mãos, etc.);
Dê-lhe explicações simples; Diga-lhe explicitamente "não" face a situações de perigo.


10 Meses

Por volta dos dez meses, o bebé fica muito curioso e mexe em tudo o que se encontra ao seu alcance. Por se tratar de uma época com muitos perigos, é importante estar com muita atenção.
Propicie-lhe brincadeiras com outras crianças, saindo com ele para o jardim e participando com ajuda das brincadeiras , e dos passeios a lugares onde haja diversos animais;
Compartilhe actividades novas como brincar com água ou com areia;
Ofereça-lhe objectos para que os coloque dentro de uma caixa que tenha uma abertura pequena; Brinque com as suas mãos e dedinhos e faça-lhe coceguinhas nas palmas;
Mostre-lhe e dê os nomes a outras partes do corpo (cabelo, olhos, unhas, pestanas, etc.);
Repita-lhe novas sílabas, faça-lhe gestos novos com as mãos tentando que os imite (fechar e abrir os olhos e a boca, encher as bochechas de ar, etc.);
Sente-o numa cadeira para comer ou fazer outras actividades;
Leve-o a andar com as duas mãozinhas apoiadas numa vara, e também pela sua mão. Tente que repita;
Ponha-o em pé sem apoio durante alguns minutos, e incite-o a dar um passo;
Ponha-o de barriga para baixo com as mãos apoiadas no chão e incite-o a gatinhar;
Coloque no chão objectos de variado tamanho para que escondam ou o impeçam de alcançar o objecto em que está interessado. (uma mantinha enrolada, uma caixa de cartão, um almofadão, etc.);
Faça movimentos afirmativos de cabeça e dizer "sim", e negativos dizendo "não";
Ensine-o a respeitar as proibições explicando o porquê (tomadas, cozinha, fogão, vídeo, etc.).


11 Meses

Nesta idade, o bebé já pode pôr em prática com maior perfeição as conquistas alcançadas. Gosta dos jogos de imitação e pode imitar gestos mais complexos. Pode deslocar-se com menos apoios e converte-se num explorador incansável. Quando fala, repete as sílabas de forma interminável, até conseguir dizer as primeiras palavras, e percebe muitas mais do que as que consegue exprimir.
Tente que coma somente com a colher, ou em pedacinhos pequenos com as mãos;
Convide-o a desfrutar dos movimentos e da exploração do seu corpo quando estiver despido;
Estimule-o a deslocar-se apoiando-se nos móveis ou seguro pela mão;
Coloque-o de costas na cama, levante-lhe as perninhas, flexione-lhas e faça movimentos de bicicleta;
Coloque-o de barriga para baixo e levante-lhe as perninhas para que trate de manter o peso com os bracinhos e o tronco;
Faça ginástica com ele;
Deixe-o gatafunhar em folhas grandes de papel, e pintar com tinta para mãos, utilizando as mãos e os dedos;
Ofereça-lhe algodão para desfazer, botões grandes para introduzir numa garrafa de plástico, um objecto para que ele também retire de dentro dela, um brinquedo embrulhado para que ele o desembrulhe e um livro com capas resistentes para que ele o folheie;
Mostre-lhe um objecto e esconda-o primeiro num lado e depois em outro;
Ate um brinquedo com rodas num fio comprido e diga-lhe para puxar pela corda para aproximá-lo;
Brinque como se despedisse, repita todas as palavras que o bebé disser, colocando ênfase ao enumerar as acções que realiza;
Dê-lhe ordens simples com palavras e gestos. Responda às suas intenções de comunicação;
Deixe-o desfrutar com a música e dance com ele;
Não importa se não consegue, mas já o pode ensinar a soprar as velas. Depressa o bebé cumprirá um ano!

Massagem do bebé...

Um hábito saudável

Os benefícios deste tipo de massagem são múltiplos e reconhecidos em muitas partes. Confirmou-se que contribuem para o desenvolvimento gastrointestinal, pulmonar, e melhoram a circulação. Ao mesmo tempo, reduzem a propensão para sofrer infecções, devido a que estimulam o sistema imunitário.
A massagem possui, além do mais, um conhecido efeito sedativo: o bebé fica relaxado, tranquilo e consegue dormir melhor. Do ponto de vista dos laços afectivos, a massagem é recomendável especialmente para os bebés adoptados, dado que ajuda a estreitar o vínculo através do contacto íntimo que se produz.
E o mesmo acontece no caso das crianças prematuras, ou que tiveram de ser hospitalizadas. A massagem infantil fundamentalmente trabalha os vínculos.


Um encontro amoroso

A massagem permite que a energia da mamã e do bebé circulem, se troquem e harmonizem. O bebé recupera, através das mãos da sua mãe, as sensações de calor, segurança, paz e contenção que tinha dentro do ventre materno. Tendo em atenção que se trata de um momento muito íntimo e especial, é fundamental criar as condições adequadas para o encontro.
O lugar deverá ser confortável, arejado, e com uma temperatura adequada. Convém escolher um lugar tranquilo e silencioso, uma vez que o diálogo se fará através do olhar, do tacto e da energia. Também é importante escolher o momento: o bebé não deve ter fome nem sono, e também não deverá receber as massagens depois de comer.
Antes de começar, é conveniente colocar nas mãos um pouco de óleo natural, de preferência vegetal. O bebé deverá estar despido, dado que praticamente todo o seu corpo poderá ser massajado; por isso, verifique que a temperatura do ambiente esteja correcta. E lembre-se: as massagens não só oferecem a um bebé um momento de amor; também implicam para ele um factor de fortalecimento interno sumamente importante.


O peito

• Coloque algum óleo natural para bebé.
• Efectue a massagem desde a base do ventre até cima, levando as mãos até aos ombros (sempre com as mãos abertas).
• Cruze a mão em diagonal, desde a virilha até ao ombro contrário, e quando uma mão desce, a outra repete o movimento até ao ombro contrário, de forma alternada.
• Empurre-lhe as perninhas até à barriga e pressione um pouco as coxas contra ela.
• Primeiro com as duas pernas ao mesmo tempo, depois alternando-as.


As costas

• Deite o bebé transversalmente sobre as pernas;
• Coloque-lhe uma mão no rabinho e deslize a outra, sempre aberta, desde a nuca até ao rabinho; • Coloque os dedos indicador e médio de ambos os lados da coluna e percorra-a desde a nuca até ao rabinho e vice-versa, e alternando as mãos.


A face

• Deslize os polegares desde a base das sobrancelhas, contornando-as até chegar às fontes;
• Desenhe um sorriso ao seu bebé deslizando ambos polegares sobre os lábios superiores e inferior;
• Contorne os lóbulos das orelhas, segurando-as com o dedo polegar pela frente e com o indicador e o médio por detrás.


Perninhas e braços

• Segure-lhe na coxa, desde o seu começo, com ambas as mãos e, com um movimento semelhante ao que se realiza quando se torce a roupa, deixe-as deslizar suavemente até aos tornozelos;
• Segure em ambas as pernas e, alternadamente, primeiro uma e depois a outra, empurre-as até à barriga;
• Realize o mesmo exercício, mas com as pernas juntas;
• Cruze as perninhas sobre a barriga e descreva um pequeno círculo para um lado e para outro;
• A planta do pé trabalha-se depois, com os polegares, desde o calcanhar até aos dedos, massajando um por um;
• Os bracinhos massajam-se de forma similar às pernas, segurando-os com ambas as mãos abertas por debaixo das axilas e até aos pulsos;
• Faça agora a massagem das mãozinhas passando o polegar ao longo da palma, e trabalhando depois cada dedo.

O bebé como pessoa...

O bebé como pessoa
O bebé necessita ser considerado como uma pessoa que sente, deseja, goza, sofre, e quer comunicar-se e adaptar-se à realidade. Assim como o adulto, mas com as suas particularidades. De modo que como qualquer pessoa o bebé também é capaz de entender. Se a mamã ou o papá estão convencidos de que o bebé entende, não o tratarão como um objecto.
Pelo contrário: embora ainda não fale, observam-no tentando descobrir o que quer dizer-lhes, falam-lhe e exprimem com carícias e gestos os seus sentimentos, explicam-lhe sucessos e mudanças, e despedem-se ao ausentarem-se dizendo que também a eles lhes custa a separação, e quando irão regressar, e que se preocuparam em deixá-lo num ambiente conhecido e em boas mãos.



Desde o princípio

Desde o princípio, o bebé aprenderá atitudes, sentimentos, maneiras de ser e de enfrentar a realidade, confiança e receios, transmitidos pelos seus pais, inclusivamente para além da sua conveniência e vontade. Porque não nos dedicarmos então a analisar quais são os estímulos que recebe durante algumas horas ou durante um dia?
Porque não seleccionar aqueles que consideramos os melhores para tentar oferecer-lhos, tendo em atenção que o futuro das pessoas depende da qualidade e quantidade de amor recebido nos primeiros anos de vida muito mais que nos posteriores? Além disso, a qualidade dos estímulos recebidos desde o início da vida pode fazer retroceder, total ou parcialmente, alguns deficits de maturação que o bebé pudesse ter ao nascer.



Da estimulação à aprendizagem

A estimulação não tem segredos nem é uma tarefa complicada. Assim como uma criança feliz é filho de pais felizes, para quem a criança é algo desejado e prazenteiro, as crianças estimuladas e curiosas são filhos de pais interessados também em saber, em fazer, em criar... E isto não implica necessariamente títulos ou carreiras.
Para estimular o bebé é preciso desejar comunicar realmente com ele e aproveitar todas as situações para demonstrar-lho, criando novas e variadas experiências que lhe permitam descobrir o seu corpo e o mundo com alegria. Para conseguir essas aprendizagens, a criança deverá concretizar ela própria repetidos exercícios.
Mas quanto mais numerosos e diversos sejam os estímulos que se lhe proporcionem, maior será a sua capacidade de aprender no futuro e de adaptar-se às novidades. A convicção de que cada criança é diferente, e de que estas diferenças incluem interesses e habilidades, permitirá descobrir e respeitar os seus interesses, aceitar que aprenderá mais depressa umas coisas do que outras, e ajudará a compreender que é mau compará-las. Seguidamente, sugerimos algumas actividades de estimulação específicas, que poderão realizar os pais, como também de forma progressiva outras pessoas que acompanham o bebé.